UHURU

CAIXA CULTURAL APRESENTA

UHURU

Mostra de Cinema Africano Pós-Independência

De 13 a 23 de novembro na Caixa Cultural –RJ

Curadoria de Jacqueline Nsiah

 

CONSULTE A PROGRAMAÇÃO

 

A indústria audiovisual do continente africano, continua, surpreendentemente, quase desconhecida no Brasil, país onde 60% da população é afrodescendente. A África pós-independência e sua cultura multifacetada já produziu escritores de importância e grande popularidade, como os detentores do Prêmio Nobel Wole Soyinka e Nadine Gordimer ou Mia Couto e José Eduardo Agualusa.

Mas não foi apenas a literatura quem construiu a nova narrativa continental da África contemporânea moderna.  A indústria cinematográfica, após a libertação, criou linguagem própria e abraçou os princípios da liberdade plena. Os 40 anos da indústria audiovisual africana foram férteis e ricos de sons e cores, simbolismos e significados. E cineastas como Ousmane Sembene e Djibril Diop Mampety alicerçaram a ideia de que a face africana é melhor revelada por diretores africanos.

 A produção cinematográfica africana, em muitos casos com financiamento ocidental, aumentou consideravelmente.  Assim como a qualidade dos seus produtos, como provam a popularidade e o prestígio da Nollywood (como é conhecida a produção popular nigeriana), atualmente a terceira maior indústria cinematográfica do mundo, atrás apenas de Hollywood e da Bollywood indiana.

Uhuru, a mostra, deseja oferecer ao público brasileiro a oportunidade de conhecer essa história e essa indústria. E reafirma a importância da abertura de mercados para seus produtos. Trata-se de um panorama da produção africana, de uma África moderna, criativa e potente. Não apenas vinculada às guerras, doença e misérias.

Uma programação variada e múltipla, que engloba curtas e longasanimaçãoficção e documentários. Além de debates emesas redondas com diretores e a instalação Eaten by the heart de Zina Saro-Wiwa.  Um cinema africano diverso e atual. Um pouco de tudo para todos os gostos, do angolano I Love Kuduro (2013) à première mundial do nigeriano The Rise Of The Orishas (2014).

 

“Uhuru significa liberdade em Swahili, uma das línguas oficiais do Quênia, da Tanzânia e de Uganda- Uhuru também se destaca pela independência nos países africanos, o que dá o tom para este festival. Para entender o presente e construir o futuro, é preciso conhecer seu passado este é o ensinamento de Sankofa, uma palavra na língua Akan de Gana e o símbolo Adinkra para a sabedoria de aprender com o passado para construir o futuro. Adinkra são símbolos visuais Akan antigos que têm significados em várias camadas e níveis de interpretações.”

Jacque Nsiah, curadora