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O fenômeno das lives em tempos de quarentena

O fenômeno das lives em tempos de quarentena

Febre de lives: na quarentena, as transmissões ao vivo se tornaram a febre das redes sociais.

Que o caminho da comunicação via mídias digitais era o vídeo a gente já sabia, mas a proporção que as lives tomou é de fato de chamar atenção. São vários os aspectos que merecem destaque nesse formato que conquistou os usuários.

As transmissões ao vivo eram principalmente de empresas de jornalismo ou artistas. Agora, temos live de jardinagem, meditação, culinária, discussão política, exercícios físicos, aula de idiomas, aula de dança, missa e até velório. 

A explosão das transmissões ao vivo não tem precedente. Segundo dados do YouTube as buscas por conteúdo ao vivo cresceram 4.900% no Brasil na quarentena. O fenômeno é mundial. 

A consultoria americana Tubular Labs, especializada no segmento de vídeos na internet, indica que houve um crescimento de 19% nas transmissões ao vivo pelo YouTube no fim de março — média de quase 3,5 bilhões de minutos de conteúdo por dia. 

O que impulsiona o formato é a espontaneidade. De acordo com um estudo da consultoria Forrester e da IBM, a audiência das lives é de dez a 20 vezes maior do que a dos vídeos gravados.

Entre os artistas, inclusive, o que mais se vê são lives “musicais”. De uma canja improvisados à festivais. Todos produzidos dentro da estrutura que têm em casa e com boas horas de duração.

Aqui no Brasil as lives de Sandy e Junior e Ivete Sangalo por exemplo arrebataram o público além de terem cumprindo com seu papel social de arrecadar recursos para auxiliar as pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade e projetos voltados ao combate à Covid-19.

No backgroud desse fenômeno o que se tem claro é a força da internet na democratização do acesso à cultura.

A cultura é uma forma de entretenimento, mas também de construção social. É uma ferramenta para a educação e crescimento do país. Entretanto, o contato com os diversos tipos de produção culturais continuam sendo parciais, com pouca inclusão social e investimentos.

Os desafios enfrentados são vários; falta de implementação de projetos culturais, pouca difusão de informações para a população, bem como o alto custo de acesso à cultura. Além disso, a própria sociedade não tem em mente a cultura como um direito fundamental e interesse de todos os indivíduos. 

Na visão de especialistas, as lives são um caminho sem volta. Muitos negócios e artistas experimentaram essa tecnologia pela primeira vez e perceberam o poder de conexão com o público. 

As companhias agora coletam dados sobre a audiência para criar experiências novas no futuro pós-pandemia. As companhias que experimentaram esse formato sairão fortalecidas e isso vale principalmente para o mercado cultural.

Já é o momento de encarar a live como um mecanismo transformador tanto para a comunicação quanto para a cultura mas acima de tudo para democratização do acesso.

Para que as transmissões ao vivo continuem de forma regular no longo prazo, entretanto, as empresas precisarão encontrar modelos sustentáveis, que tragam retorno financeiro. É a live mostrando a que veio.

Por |2020-04-30T14:36:13-03:0028 abril 2020|burburinho|0 Comentários

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