fbpx

O lugar da cultura nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

O lugar da cultura nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Você conhece os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nasceram para suprir os desafios humanos, ambientais, políticos e econômicos mais urgentes que nosso mundo enfrenta.

Os ODSs são complementares aos objetivos de desenvolvimento do Milênio (ODM), que deram início a um esforço global em 2000 para combater a indignidade da pobreza.  

Os ODMs eram oito e estabeleceram objetivos mensuráveis, universalmente acordados para combater a pobreza extrema e a fome, prevenindo doenças mortais e expandir a educação primária para todas as crianças, entre outras prioridades de desenvolvimento.

​Agora os 17 objetivos são:

  1. Erradicação da pobreza 
  2. Fome zero e Agricultura sustentável
  3. Saúde e Bem-estar 
  4. Educação de qualidade
  5. Igualdade de gênero 
  6. Água potável e Saneamento 
  7. Energia limpa e acessível 
  8. Trabalho decente e Crescimento econômico 
  9. Indústria, Inovação e infraestruturas 
  10. Redução das desigualdades 
  11. Cidades e Comunidades sustentáveis
  12. Consumo e Produção sustentáveis
  13. Ação contra a mudança global do clima 
  14. Vida na água
  15. Vida terrestre
  16. Paz,  justiça e instituições eficazes
  17. Parcerias e Meios de implementação 

E a nossa pergunta é:  Qual o lugar da Cultura nesses objetivos?

A cultura dimensiona e perpassa  todos os itens, mas, para delimitarmos, pelo menos cinco desses objetivos tem ligação mais direta: Educação de Qualidade, Indústria, Inovação e infraestruturas, Redução das desigualdades, Parcerias e Meios de implementação e Igualdade  de gênero. E isso significa que temos muito trabalho a fazer.

A arte como instrumento de inclusão social pode e deve ser vista como fator de complemento nas diversas formas de desenvolver aprendizagens ligadas a diferentes áreas do conhecimento. 

Essa questão é abordada claramente pela interdisciplinaridade, ou seja, o diálogo entre uma ou mais disciplinas com o intuito de solidificar a aprendizagem através de oportunidades e de diferentes maneiras de entender e contextualizar os conteúdos escolares. 

Para o cientista das inteligências múltiplas, Haward Gardner, “a educação precisa justificar-se realçando o entendimento humano”, para o autor, a escola não pode sufocar as aptidões dos alunos, pelo contrário, ela precisa canalizar as potencialidades de cada um e adequá-las ao processo de ensino, “todos os indivíduos têm potencial para ser criativos, mas só serão se quiserem”, e aqui entra o papel da Arte na Educação Inclusiva, propiciar um ambiente multiplicador de aprendizagens, aguçando a vontade de aprender através daquilo que gera prazer.

A música, a pintura, a dança, a poesia, o artesanato, a culinária; inúmeras extensões da arte podem contribuir para aquisição de aprendizagens ligadas às normas de conteúdo, bem como elevar os conhecimentos acerca de cultura, valores e especificidades da vida cotidiana.

Na atual sociedade, grupos são dominantes, subgrupos são dominados, outros grupos se formam e cada vez mais nossa igualdade é deixada de lado, resultando em processos de exclusões. 

O eixo das ações que conduzem à inclusão tem por base uma filosofia que reconhece e valoriza as diferenças na vida em sociedade.

A ideia de inclusão visa assegurar o acesso das pessoas a todas as oportunidades de convívio social, enquanto sujeitos de possibilidades, integrando e contextualizando as peculiaridades nos grupos de origem. A cultura é ponto chave nessa lógica.

A inclusão não é somente de crianças com deficiências e sim de crianças, jovens e adultos que sofrem quaisquer tipos de exclusões, seja pela falta de oportunidades ou qualquer outra limitação. Através da estimulação artística, no sentido de integrar e não apenas inserir.

Por meio da arte, das expressões artísticas e oficinas educativas, as pessoas podem ter suas vozes ouvidas e podem ser reconhecidas, respeitadas e incluídas na sociedade.

Sabemos que a dança auxilia na formação do sujeito, para se autoconhecer por meio dos movimentos de seu próprio corpo. No que tange a música, estimulam a memorização,  desenvolvimento motor, capacidade de atenção, e velocidade de raciocínio. Com o teatro na educação, o sujeito busca uma compreensão mais flexível e complexa do mundo na polissemia de significados e na liberdade cooperativa. 

Se o estímulo às diferentes linguagens gera desenvolvimento e apreensão intelectual, o fato de um sujeito ter seu desenvolvimento limitado explica-se pelo tipo de aprendizagem que desencadeou em seu contexto cultural e social.

Portanto somos responsáveis pelos outros, já que o desenvolvimento recíproco tem íntima relação com o contexto que lhe possibilitou aprender.

A cultura, na vastidão de seus meios artísticos, incentiva a participação, a cooperação, a socialização, contribuindo para reduzir as barreiras que aprisionam a democratização do acesso a um mundo sensível e participativo e o desenvolvimento social pleno de suas capacidades. 

 

Por |2020-05-12T12:00:55-03:0012 maio 2020|burburinho|0 Comentários

Deixe um comentário