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Produção Cultural no pós pandemia

Produção Cultural no pós pandemia

A pandemia do novo coronavírus está afetando diretamente a produção cultural pelo mundo. Possivelmente esta é a crise mais grave já enfrentada pelo setor,  a situação da classe artística se mantém delicada e com isso os desafios são gigantescos para manter a cultura ativa.

O plano para a saída da quarentena, no Brasil, prevê teatros e cinemas – por exemplo – na última fase de abertura (azul), desde que sejam respeitados protocolos de higiene e distanciamento social.

Essas medidas farão com que uma nova forma de fazer teatro por exemplo seja estabelecida, além da nova maneira de experimentar as manifestações artísticas. Artistas são criativos e encontrarão formas de reinvenção o público também precisará ser.

Adaptação – palavra de ordem

O Serviço Social do Comércio (SESC) está fazendo um trabalho de linguagem em várias áreas artísticas, com atividades on-line e se preparando para a realidade quando as atividades presenciais voltarem. 

Em junho a entidade lançou um edital de incentivo para a produção nacional de cultura. O investimento de R$ 587,5 milhões será destinado a 470 apresentações nas áreas de artes cênicas, música, artes visuais, literatura e patrimônio cultural, entre outras.

Enquanto não há possibilidade do contato físico com o espectador, alternativas virtuais são a solução mais satisfatória. Mas é necessário estar se preparando para a hora de retomada com as medidas necessárias como o aumento da distância e diminuição de fluxo. 

Mesmo antes da pandemia, já não se conseguia manter e viver exclusivamente com o dinheiro da bilheteria. É preciso patrocínios, editais e leis de fomento

Neste sentido, o ponto mais sensível será uma possível ausência de patrocínio. Com a crise, algumas empresas remanejaram suas verbas de apoio a cultura para ações sociais da pandemia. Por isso, o pós-COVID-19 pode ser um período mais limitado, caso não surjam novos apoios.

Para que isso não aconteça é fundamental ter consciência e clareza da importância das artes na construção da cidadania de qualquer povo e assim minimizar os prejuízos para continuar as atividades.

A reinvenção é praticamente obrigatória e vale observar novos caminhos e oportunidades.

No caso do cinema, nunca antes a indústria norte-americana parou, e esse período será especialmente duro com as salas de cinema, o que pode favorecer produções independentes. A diretora Petra Costa  iniciou um projeto que pode resultar em um longa. Dystopia, pretende reunir depoimentos de pessoas de todo o Brasil. “Queremos saber o que está acontecendo com sua família, sua comunidade, seu bairro e sua cidade”, explica a realizadora.

É incontestável que as iniciativas mais afetadas serão as periféricas, que ocupam áreas tradicionalmente desfavorecidas sob diversas perspectivas. Fomentar a cultura nessas áreas além de oportuno poderá ser também a luz do fim do túnel.

Agregar robustez ao aparato cultural para uma esfera da sociedade que carece, literalmente desse frescor proposto pela arte para construir sua estrutura de cidadania.

Será um novo normal, ainda bastante incerto. A única certeza é que mudanças estruturais serão o alicerce da superação dos desafios.

Por |2020-07-30T12:03:52-03:0013 julho 2020|Desafios da Cultura|0 Comentários

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