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Réveillon 2021 – O que esperar?

Réveillon 2021 – O que esperar?

A esperança em 2021.

A pandemia do novo coronavírus, que transformou a vida do mundo no ano de 2020, terá impactos ainda em 2021. 

O réveillon, uma das festas mais importantes para a economia nacional e muito tradicional, principalmente, na cidade do Rio de Janeiro precisará se adaptar ao novo normal imposto pela pandemia.

O modelo tradicional de celebração do réveillon na cidade maravilhosa, assim como o carnaval, não é viável neste cenário de pandemia, sem a existência de uma vacina. E por isso a prefeitura da cidade propôs um novo formato de festa.

Não haverá balsas na orla para a realização de espetáculos pirotécnicos nem palcos. Em vez disso, o carioca poderá acompanhar de casa lives em locais com acesso controlado, entre eles o Cristo Redentor e o Parque Madureira.

O projeto visa minimizar a presença direta do público, incorporando um modelo virtual. A famosa queima de fogos e shows na Praia de Copacabana, em princípio, não será possível, mas serão promovidos shows de luzes pela cidade, com transmissões pela internet e TV. 

A proposta da Riotur é ter lives transmitidas pelo seu canal no YouTube e, possivelmente, por alguma emissora de TV, com apresentações em vários pontos turísticos da cidade, como os fortes de Copacabana e do Leme, o Parque Madureira, a Cidade das Artes, o Cristo Redentor, o Sambódromo, o Museu do Amanhã, a Igreja da Penha, o Parque de Deodoro e a Ilha do Governador. Todos os locais terão acesso controlado, e serão respeitadas as regras de ouro contra a Covid-19.

A necessidade de se evitar aglomerações e a prudência em função da gravidade da pandemia, apesar de entendida claramente, preocupa bastante o mercado de turismo e cultura. 

A cena cultural, que normalmente fervilha no verão carioca, precisa continuar se reinventando. As normas que limitam os eventos aos formatos drive-in e transmissões pela internet não dá conta de sustentar toda a cadeia do mercado cultural.

Além disso, entendendo a cultura como ferramenta de (re) construção social é preciso considerar que drive-in não é para todos e nem toda a população tem acesso à internet para acompanhar lives. 

A população de baixa renda ficou ainda mais à margem das opções de lazer. Não ter a democrática festa do réveillon carioca é uma perda significativa, deixando ainda mais escarnada a desigualdade. 

Os prejuízos são enormes, além dessa questão do acesso à cultura, tem a saúde mental. A população em condição de vulnerabilidade social, passa por várias situações difíceis no ambiente familiar, na rua ou em suas comunidades e acabam também perdendo seus espaços de refúgio e interação.

A esperança de 2021, além da vacina, claro! Fica na conta da Lei Aldir Blanc, que hoje representa o suspiro para muitos ativos culturais.

Ainda faltam 4 meses para a virada do ano e não sabemos ao certo qual será o rumo da pandemia, a única certeza é que a cultura precisa continuar viva para transformar positivamente o próximo ano.

Por |2020-09-18T18:04:36-03:0018 setembro 2020|Desafios da Cultura|0 Comentários

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