Burburinho http://www.burburinho.com.br/rss.php RSS Burburinho pt-br © Burburinho 2017-10-22T12:13:47+01:00 Burburinho Burburinho <![CDATA[Dança de Todas as Tribos]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/4741

Pensando nas possibilidades de vazamento das fronteiras entre o Hip Hop, a Dança Contemporânea e o Teatro, mote de investigação da Companhia Híbrida, pensou-se uma programação em que o dialogo entre essas partes, não necessariamente todas ao mesmo tempo, formasse a base para escolha dos trabalhos. Assim, Cias e artistas que vivem nestas interseções foram convidados para expor seus trabalhos e apresentar idéias, seja no espaço cênico ou na rua, utilizando o gesto e/ ou a palavra, tecendo uma rede comunicativa com objetivo claro de aproximar diferentes núcleos de investigação da cena e do movimento.

Trata-se de uma proposta concebida por três importantes curadores artísticos, cujos trabalhos e abordagens divergem efetivamente, embora mantenham alguns pontos sepulcrais em comum: a liberdade criativa e formal, o desejo pela invenção, a excelência técnica e a ilimitada capacidade de converter a dança como potência.

Para a concepção deste projeto partimos do teatro para as ruas e seus espectadores, levando-se em consideração a especificidade e o lugar do Teatro Cacilda Becker no contexto artístico e cultural da cidade, bem como as lacunas que o circuito da dança contemporânea enfrenta, como a questão da circulação de espetáculos e/ou artistas, o frequente esvaziamento das salas, a formação de platéia e a identidade atribuída a esse espaço cultural pelas programações já realizadas durante os seus anos de existência.

Percebemos e privilegiamos um formato de gestão que priorize a atuação do teatro como um eficaz equipamento cultural e de referência para a dança nacional e internacional; um espaço de portas efetivamente abertas, que ceda suas instalações democratizando o acesso ao universo da dança e propiciando o espaço para o diálogo com educadores, estudantes, companhias, artistas, pesquisadores e o público, leigo ou não. Assim, procuramos pensar a dança não apenas como um segmento das artes em seu potencial de puro entretenimento, diversão e fruição artística, mas um campo em disputa por diferentes regimes de representação, técnicas, estéticas, saberes. Um lugar de encontro, um campo aberto a ser debatido, pesquisado e utilizado como ferramenta de aprendizado e desenvolvimento humano.

O desafio em desenvolver um programa para esse Espaço Cultural passa não só por questões relacionadas à operacionalização dos processos administrativos e de produção, mas sobretudo pela atenção à uma programação que, a um só tempo, atenda e cumpra com excelência os exigentes padrões artísticos da dança contemporânea, motivando a participação de bailarinos e companhias renomadas, através de uma programação coerente ao princípio do projeto: converter o Cacilda num espaço de encontro, aberto, livre, por onde circulam diferentes movimentos e sujeitos. Assim, não privilegiamos os espetáculos que tendem a esta ou àquela camada de público, a esta ou àquela corrente estética, a este ou àquele programa de composição. Em oposição, partimos do princípio da igualdade. Os artistas trazem trabalhos e ações diversas que sejam democráticas e coerentes, possibilitando que a grande parte das camadas de público e variações de faixa etária possam ser envolvidas, não só como espectadores, mas, também, como atores do processo de vivência artística.

Sendo assim, definimos a questão principal que deve permear este projeto e servir de base para a estruturação do programa: a criação de uma rede de trocas artísticas que se inicia no campo educacional e no diálogo com professores e suas atuações na escola, companhias de dança renomadas que estarão residentes e apresentando suas criações, espetáculos de outras regiões do país – Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul - e uma mostra latino-americana.

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/4741
<![CDATA[Cordel com a Corda Toda]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/5736

É um conjunto de ações de cunho sociocultural que visa levar para Escolas Públicas e Espaços Culturais a Literatura de Cordel: tipo de Literatura oriunda do Nordeste do Brasil com poemas impressos em pequenos folhetos. O projeto tem como público-alvo jovens estudantes a partir do quinto ano do Ensino Fundamental, que possam encontrar nessa iniciativa o espaço necessário para o seu desenvolvimento lingüístico e artístico. Nesse sentido, o “Cordel Com a Corda Toda” se propõe a utilizar a Literatura de Cordel como ferramenta pedagógica, com o intuito de se corrigir déficits educacionais. Trata-se de uma iniciativa composta por ações continuadas, que viabilizam o acesso a uma das expressões da cultura popular brasileira de maior relevância, possibilitando que ela seja divulgada, exercitada e perpetuada.

 

O projeto é realizado num formato de oficinas continuadas, divididas por módulos; oficinas isoladas (workshows) ou no formato “Caravana Cordel com a Corda Toda” – uma espécie de trupe que percorre escolas e projetos sociais com o seu teatro de bolso, realizando oficinas e performances.

 

Além das oficinas, o projeto já realizou um documentário e um Festival de Cultura Popular. Sua principal atuação é na Baixada Fluminense, mas pode ser aplicado em qualquer escola, em qualquer região.

 

Já teve patrocínio da Eletrobrás, Infraero, Casa da Moeda do Brasil e apoio do SESC Rio e Secretaria Municipal de Cultural de Nova Iguaçu, já tendo sido Pontinho de Cultura nesse município.

 

Em 2010, foi premiado pelo “Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel – Edição Patativa do Assaré”, do Ministério da Cultura, em duas categorias.

 

Em 2011, recebeu o Prêmio Rio Sociocultural, sendo eleito um dos melhores projetos do gênero no Estado do Rio de Janeiro.

 Em 2013, o projeto Cordel com a Corda Toda passou a atuar também na cidade de Santa Maria/DF onde é patrocinado pelo FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Governo do Distrito Federal. O projeto acontece no Centro de Ensino Fundamental 103 e atendendo, para além da turma regular, uma turma especial formada por alunos portadores de deficiência mental.

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/5736
<![CDATA[Show Catiré - Lançamento do CD da cantora Litieh]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/5721

Trilhando sua carreira em Brasília há cinco anos e se afirmando como uma cantora e compositora madura, Litieh lança no dia 18 de julho (sábado), às 21h, seu primeiro CD, intitulado Catiré, em show no Clube do Choro de Brasília.

 

Com 27 anos, Litieh descende de uma família musical de Goiás. Sua paixão pela música começou ao lado do pai que sempre tocava violão e cantava junto com sua mãe canções brasileiras. Aos sete anos de idade, iniciou aulas de piano e aos doze, já em Brasília, violão. Mais tarde, começou seus estudos de canto popular com o professor George Lacerda e passou a receber a orientação de renomados professores da cidade, como seu amigo e padrinho, o cantor e compositor brasiliense, Wilson Bebel. E em 2010, finalmente, largou o curso de Direito para se dedicar exclusivamente à música.

 

Para a concepção do seu primeiro CD, Litieh buscou inspiração não só na música, mas também em suas vivências. A faixa-título, de sua autoria, é o nome de um índio Pataxó que ela conheceu em viagem ao sul da Bahia. A canção Sebastiana, também de sua autoria, leva o nome de sua avó e traz suas memórias de vida no interior.

 

A bagagem musical de Litieh é nitidamente formada pela nata da música brasileira. Suas influências vão desde o Clube da Esquina e Tom Jobim, passando por Elis Regina e Gilberto Gil.

 

No disco e no show, Litieh está muito bem acompanhada por jovens e experientes músicos da nova cena de Brasília. O produtor e diretor musical do disco, Felipe Viegas, rapidamente se afinou com as composições e o trabalho de Litieh. Num entendimento certeiro, fez arranjos competentes, vários em parceria com todo o grupo que gravou o CD. Entre eles, destaca-se Renato Galvão, baterista, músico e amigo que divide a direção musical do trabalho. O disco conta ainda com Cairo Vitor, violonista; Misael Silvestre, pianista; Lucas Rodrigues, baixista; e Léo Barbosa nas percussões.

A produção do CD começou em fins de 2014 com estudos de repertório, mas as decisões mesmo vieram no começo de 2015, quando houve liberação dos projetos do FAC-DF. “Felipe e eu discutíamos as músicas e vários arranjos iam sendo feitos pelo grupo, durante duas semanas intensas de ensaios, antes da gravação, em fevereiro de 2015”.

No show de lançamento no Clube do Choro Litieh apresentará, além de todo o repertório do disco, um momento de voz e acordeão no início do segundo set, em que a cantora e compositora homenageia Dominguinhos, que é tema do Clube do Choro este ano. Aliás, no disco, Litieh incluiu a célebre Lamento Sertanejo, composição de Dominguinhos em parceria com Gilberto Gil, no repertório do CD.

 

FICHA TÉCNICA DO CD

Produção Musical | Felipe Viegas

Direção Musical | Felipe Viegas e Renato Galvão

Direção Artística | Litieh e Renato Galvão

Produção Executiva | Burburinho Arte e Educação, Aline Cardoso e Paula Daniela

Fotografia | Du Lopes

Arte | Marina Mendes da Rocha

 

Gravado por Valerinho Xavier no Feedback Studio em fev/2015 - Brasília – DF
Mixado por Ricardo Ponte . Brasília –DF
Masterizado por Dave Darlington no Bass Hit Studios - New York – USA

Arranjos | Felipe Viegas, com a colaboração de todos os integrantes do grupo e de Pedro Vasconcellos na faixa 6.


Músicos

Voz | Litieh

Violão | Cairo Vitor

Piano e teclados | Misael Silvestre  
Baixo | Lucas Rodrigues  

Bateria | Renato Galvão  

Percussão | Léo Barbosa  

Vozes nas faixas 1, 4 e 9 | Felipe Viegas  

Coro Infantil | Anna Luiza Naves Laurito, Beatriz e Luíse Nogueira Campos  (faixa 7)

Coro Feminino | Júlia Carvalho, Letícia Fialho, Maísa Amorim e Nathália Lima (faixas 1,2 e 7)

Coro masculino | Cairo Vitor, Felipe Viegas, Léo Barbosa e Renato Galvão (faixa 2)

Assessoria de imprensa | Tato Comunicação, Jaque Dias

 

SERVIÇO

Litieh – Lançamento do CD CATIRÉ

Data: 18 de julho de 2015

Horário: 21h

Local: Clube do Choro

Endereço: Setor de Divulgação Cultural, Bloco G, Eixo Monumental, Brasília

Telefone: 61 3224-0599

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)

 

Curta a página da artista no facebook: www.facebook.com/litieh

Para escutar as músicas: www.litieh.com

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/5721
<![CDATA[Rio Music Drops]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/5657

Burburinho Cultural – Rede Ímpar - Clinica Sallus apresentam:

 

RIO MUSIC DROPS

Aposta na atmosfera cosmopolita e na vocação da cidade para coração musical do país e apresenta um sofisticado ambiente de aproximação e integração onde cariocas e turistas de todo o mundo. O clima é relaxado de brasilidade moderna, geneticamente modificado para misturar todos os ritmos do Brasil e servi-los frescos em embalagem essencialmente carioca. 

Estilo, charme e descontração como só o Rio sabe oferecer, suprindo uma carência cada vez maior por espaços para música de qualidade. A proposta é  atender a demanda ávida,  de turistas internacionais e legítimos cariocas,  por um lugar onde possam se misturar, conhecer e  ouvir o que de melhor a cidade tem para oferecer: música de qualidade em ambiente confortável.

 

  • RIO MUSIC DROPS reúne ritmos e músicos do Brasil e Portugal de diferentes estilos e formações, shows e DJs, drinks, petiscos e muita mistura de cores, raças e línguas. 

 

A primeira etapa do RIO MUSIC DROPS (que em seguida se espalha e muda para diferentes pontos da cidade) é uma síntese do que virá.

O primeiro “Drop” cairá no charmoso Hotel Vila Galée reunirá músicos de diversas regiões do pais músicos e cantores de todos os gêneros e regiões,  além de convidados de outros países

O Hotel Vila Galé, inaugurado em dezembro de 2014  na Lapa, Centro do Rio, foi construído a partir da recuperação de um antigo palacete, tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural, que no passado abrigou o Hotel Magnífico, 

O projeto é todo Inspirado na Bossa Nova e na cultura luso-brasileira.

  

Rio Music Drops - Programação Hotel Vila Galé

13/5 Leny Andrade Trio

27/5 André Vasconcellos Trio

17/6 Gabriel Grossi Quarteto

24/6 Tiganá Santana

08/7 Bianca Gismonti Trio

22/7 Mafalda Minnozzi & Paul Ricci (Italia)

12/8 Cláudio Dauelsberg Trio

26/8 Alessandra Maestrini & João Carlos Coutinho

09/9 Maria Mendes (Portugal) e Alexander Van Popta(Holanda)

23/9 Gadi Lehavi Trio (Israel)

 

Rio Music Drops – Ficha Técnica

Idealização  e Realização: Burburinho Cultural

Direção Artística : Thiago Pellegrino [Pellegrino Live Music]

Apoio: Rádio Sulamerica Paradiso

Patrocinio: Rede Ímpar - Clinica Salus

Prefeitura do Rio - Lei de Incentivo Fiscal

 

Serviço:

Rio Music Drops

Local :Vila Galé – Lapa - Rua Riachuelo 124. Tel: 21.22336879

Entrada Franca mediante inscrição na FanPage do Facebook (www.facebook.com/RioMusicDropsi)

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/5657
<![CDATA[Saguibatu]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/5653

Música+Dança+Percussão Corporal

 

De 19 a 22 de março, quinta a domingo, às 19h

Mark Lambert (guitarra), Steven Harper (dança, percussão corporal) Adriana Salomão (dança, percussão corporal), Jimmy Duchowny (bateria) e Pedro Aúne (tuba e contrabaixo).
Com a mistura de música, dança e percussão corporal, “Saguibatu” estreia no Teatro de Arena - Caixa Cultural/RJ, no próximo dia 19 de março, quinta-feira, às 19h. O nome que dá título ao espetáculo é a junção das primeiras sílabas das palavras sapateado, guitarra, bateria e tuba. No palco cinco artistas – três norte-americanos e dois brasileiros - reunidos na exploração do território onde dança e música se entrelaçam intimamente: corpo vira música, música vira dança.


_ A formação inusitada instiga diálogos inspirados e a exploração de sonoridades diferentes, diz Steven Harper.


O espetáculo é um retrato dos caminhos percorridos pelos artistas em suas andanças por diversas culturas  e refletem esta multiplicidade. Jazz, choro, samba, funk e pop se juntam à dança contemporânea, ao sapateado e à percussão corporal. “No fundo é tudo uma coisa só: a celebração da vida através da dança e da música”, acrescenta Steven.

Multidisciplinar, Saguibatu não pode ser facilmente rotulado. Música e dança formam apenas a sua coluna vertebral, mas esse não é tipicamente um “espetáculo de dança” ou “um show de música”.
_ Sua alma reside no encontro dos artistas envolvidos, na diversidade das linguagens e principalmente na mise-en-scène integrada. Sua força não se impõe pela mistura de linguagens em si, mas pela maneira de fazer, pelo “arranjo cênico”, pelo conjunto e pela força de expressão dos experientes artistas em cena, completa Steven.

 

Diversas modalidades de dança são exploradas,  sapateado e dança contemporânea, além da percussão corporal como recurso sonoro.

O sapateado no espetáculo é fortemente personalizado mostra contornos soul para Papa Was a Rolling Stone (The Temptations) ou ginga brasileira em Assanhado (Jacob do Bandolim) e Roof Garden (Al Jarreau). Em outros momentos atua claramente como instrumento musical, diversificando a textura sonora com o uso de efeitos eletrônicos (delay, reverb, etc).
Já a percussão corporal explora e amplia as possibilidades percussivas do corpo. Quase 10 minutos do espetáculo são apresentados sem ajuda de instrumentos, a não ser palmas, estalos de dedos, batidas de mão em diferentes partes do corpo, sons produzidos com a boca, etc.
Dois eixos geográficos norteiam o roteiro musical: Estados Unidos e Brasil. O público reconhecerá jazz, blues, ritmos “Second Line” de New Orleans, funk, Avant Guard, rhythm and blues, samba, choro, bossa-nova e baião como um grande panorama musical “Novo Mundo”. Na verdade, cada um desses estilos tem suas raízes na música africana, que serve de argamassa para uni-los todos através da matriz rítmica da síncope.

Roteiro musical:
Use Me (Bill Withers), Boom Boom (John Lee Hooker), Papa Was a Rolling Stone (The Temptations), Roof Garden (Jay Graydon, Al Jarreau), Dark Shadows, House of the Rising Sun (Anonymous), Jeannine (Duke Pearson), Tea for Saguibatu (Mark Lambert) St. James Infirmary (Joe Primrose), Big Chief (Earl King), Assanhado (Jacob de Bandolin), So What (Miles Davis), Maracangalha (Dorival Caymi).


Elenco:

MARK LAMBERT - guitarrista, cantor, compositor e arranjador norte-americano, especializado em jazz, blues, pop, MPB e música clássica. Durante a década de 90, Lambert foi diretor musical da cantora Astrud Gilberto, um dos maiores ícones da bossa nova no exterior.

JIMMY DUCHOWNY - baterista californiano, radicado no Brasil há 25 anos, faz uma mistura do melhor dos dois mundos. Com 42 anos de estudo de bateria, Jimmy já tocou com grandes músicos dos quatro cantos do mundo, incluindo Phil Woods, Toninho Horta, Donny McCaslin, Preservation Hall Jazz Band, Flavio Venturini, Dave Stryker, entre outros.

PEDRO AÚNE - tubista e contrabaixista, o carioca, iniciou seus estudos aos 13 anos de idade. Bacharel em música - especialização contrabaixo - pela UNIRIO, classificou-se em primeiro lugar no 1º Concurso de Contrabaixo Sandrino Santoro, na categoria música popular. Como tubista tocou em diversos blocos do carnaval carioca e em grupos de dixieland como o “Oojazz”. É integrante também da orquestra Fanfarrada com a qual tem se apresentado pelo Brasil e no exterior.

STEVEN HARPER - sapateador, coreógrafo, professor e produtor. É um dos principaisincentivadores da arte do sapateado no Brasil. Residente no Rio de Janeiro desde 1991. É uma figura requisitada nos palcos e nas salas de aulas do país. Abriu caminho para o sapateado em eventos de grande repercussão, como no Festival de Jazz de Montreux, Suíça (2000), o Festival Back 2 Black (2009, acompanhando a cantora Mart’nália), o desfile de carnaval do Rio de Janeiro (2011, coreografando um carro alegórico com 40 sapateadores), o festival Rock in Rio (2011, palco Rock Street) e Rock in Rio-Lisboa (2012).

ADRIANA SALOMÃO - bailarina, carioca conhecida pela sua versatilidade. Com mais de 20 anos de experiência profissional, move a vontade nas linguagens do jazz, dança contemporânea e sapateado. Participou como coreógrafa e/ ou bailarina em programas de TV (“Criança Esperança”, “Gente Inocente”, “Jovens Tardes” e outros), cinema, comerciais, shows e peças musicais. Integra as companhias “Cia. Steven Harper” e “Cia. Nós da Dança”, com as quais realizou turnês pelo Brasil, temporadas nos teatros do Rio de Janeiro e apresentações no exterior.


Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/5653
<![CDATA[Da Escrita]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/5651

A Escrita em foco no Museu da República

 

Exposição cria ambiente para reflexão crítica, livres e despojadas de formalidades acadêmicas e mercadológicas

 O Museu da República - Galeria do Lago, inaugurou dia 28 de Março, a exposição ” Da Escrita, Delas, Elas”. Durante a exposição, que se estenderá até maio de 2015, o público terá a oportunidade de conhecer o projeto fruto de uma curadoria compartilhada de Fabiana de Moraes e Isabel Portella. 


O “Da Escrita, Delas, Elas” foi ganhador da 2a edição do  “Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais” e tem o objetivo reunir e identificar processos artísticos, modos de agir e de fazer de dezoito artistas brasileiras de diferentes gerações e regiões, atuantes nos cenários nacional e internacional.

A utilização da escrita é um denominador comum  que agrega essas profissionais; seja como meio de expressão principal, seja como matéria, objeto e/ou suporte para trabalhos em artes visuais. "Desse modo, o projeto explora a escrita em trabalhos de artes visuais, mas, essencialmente, convida profissionais mulheres para uma dinâmica de troca, de colaboração”, afirma Isabel Portella. 

 Além desse primeiro ponto de partilha (e de partida), as profissionais que integram este projeto  desenvolvem, ainda, investigações que tratam diretamente  "íntimo", ou a ele fazem alusão.Na exposição o “íntimo"'é um "ponto de gravidade" que fixa o corpo ao mundo. Segundo as curadoras é ao mesmo tempo, presença interior, lugar, casa do espírito. "O íntimo é um acervo, uma imensa coleção, à qual temos acesso permanentemente (até quando dormimos). O íntimo é um ambiente que guardamos e carregamos em nós - a gravidade é aquela do peso, que nos fixa no mundo, mas é também o "tom", a sensação experimentada pela presença desse acervo em nós.”explica Fabiana de Moraes.


Da escrita, delas, elas é um projeto de acompanhamento e mapeamento de "escritas" (vozes, falas), que possibilitem traçar perfis de profissionais brasileiras de arte e de cultura. Assim, identificar poéticas, criar um lugar de troca e de visibilidade de processos criativos, de agenciamentos culturais que priorizem a produção escrita, relacionada às artes visuais.

 

dasescrita.com

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/5651
<![CDATA[UHURU]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/5102

CAIXA CULTURAL APRESENTA

UHURU

Mostra de Cinema Africano Pós-Independência

De 13 a 23 de novembro na Caixa Cultural –RJ

Curadoria de Jacqueline Nsiah

 

CONSULTE A PROGRAMAÇÃO

 

A indústria audiovisual do continente africano, continua, surpreendentemente, quase desconhecida no Brasil, país onde 60% da população é afrodescendente. A África pós-independência e sua cultura multifacetada já produziu escritores de importância e grande popularidade, como os detentores do Prêmio Nobel Wole Soyinka e Nadine Gordimer ou Mia Couto e José Eduardo Agualusa.

Mas não foi apenas a literatura quem construiu a nova narrativa continental da África contemporânea moderna.  A indústria cinematográfica, após a libertação, criou linguagem própria e abraçou os princípios da liberdade plena. Os 40 anos da indústria audiovisual africana foram férteis e ricos de sons e cores, simbolismos e significados. E cineastas como Ousmane Sembene e Djibril Diop Mampety alicerçaram a ideia de que a face africana é melhor revelada por diretores africanos.

 A produção cinematográfica africana, em muitos casos com financiamento ocidental, aumentou consideravelmente.  Assim como a qualidade dos seus produtos, como provam a popularidade e o prestígio da Nollywood (como é conhecida a produção popular nigeriana), atualmente a terceira maior indústria cinematográfica do mundo, atrás apenas de Hollywood e da Bollywood indiana.

Uhuru, a mostra, deseja oferecer ao público brasileiro a oportunidade de conhecer essa história e essa indústria. E reafirma a importância da abertura de mercados para seus produtos. Trata-se de um panorama da produção africana, de uma África moderna, criativa e potente. Não apenas vinculada às guerras, doença e misérias.

Uma programação variada e múltipla, que engloba curtas e longasanimaçãoficção e documentários. Além de debates emesas redondas com diretores e a instalação Eaten by the heart de Zina Saro-Wiwa.  Um cinema africano diverso e atual. Um pouco de tudo para todos os gostos, do angolano I Love Kuduro (2013) à première mundial do nigeriano The Rise Of The Orishas (2014).

 

“Uhuru significa liberdade em Swahili, uma das línguas oficiais do Quênia, da Tanzânia e de Uganda- Uhuru também se destaca pela independência nos países africanos, o que dá o tom para este festival. Para entender o presente e construir o futuro, é preciso conhecer seu passado este é o ensinamento de Sankofa, uma palavra na língua Akan de Gana e o símbolo Adinkra para a sabedoria de aprender com o passado para construir o futuro. Adinkra são símbolos visuais Akan antigos que têm significados em várias camadas e níveis de interpretações.”

Jacque Nsiah, curadora

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/5102
<![CDATA[Fios de Histórias]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/4945

FIOS DE HISTÓRIAS

 

O ESPETÁCULO

Uma aventura cheia de humor e fantasia é o que anuncia Fios de Histórias, um espetáculo para crianças e adultos inspirado na fábula Haroun e o Mar de Histórias, do indiano Salman Rushdie, em contos de fadas e brincadeiras infantis.

A peça, que é fruto da parceria entre Mariza Vargas (concepção), Miriam Virna (direção) e Aline Cardoso (produção) foi contemplada pelo FAC/GDF e estreou em Brasília em 2013, com ótima repercussão de público e crítica.

Em 2014 foi selecionada para integrar a programação do Festival Cena Contemporânea (Brasília), mais representativo festival internacional de teatro do Centro-Oeste.

A história mostra Rashid Kalifa, um famoso contador de histórias que, após ser abandonado pela esposa, perde o poder da palavra. Seu filho Haroun viaja para a Cidade Tagarela onde espera encontrar a solução para o problema do pai. O garoto, entretanto, acaba enfrentando uma missão ainda mais espetacular: Salvar o Mar de Histórias que está ameaçado pelo terrível Kathan Shud!  A partir daí pai e filho embarcam numa grande aventura enfrentando as forças da escuridão e do silêncio.

Numa atmosfera mágica e cheia de aventura, “Fios de Histórias”traz no elenco cinco atores que se transformam em diversos personagens fantásticos como o gênio da água, o jardineiro-flutuante e o gavião-avião. Utilizando a relação com adereços e objetos pertencentes ao mundo das crianças, os personagens transitam pelo palco vestidos com roupas de papelões enfeitadas de tampinhas, fitas, plásticos coloridos e cabos de vassouras.

As crianças estabelecem uma relação direta com a brincadeira cênica e se sentem instigadas a fazerem seu próprio teatro utilizando materiais recicláveis facilmente encontrados em casa.

A amizade, as descobertas pessoais e a busca pela liberdade são temas dessa aventura emocionante.

 

COMENTÁRIOS

 “Delicioso o infantil “Fios de Histórias”! É tão bom assistir a um cuidadoso trabalho voltado para crianças!” Sérgio Maggio, jornalista.

 

 “É um trabalho cativante e que se destina ao público de todas as idades, focado especialmente no público infantil.” Celso Araújo, crítico teatral.

 

 

                                               VÍDEO 

                            http://youtu.be/npVMCLAF_BM

 

 

FICHA TÉCNICA

Idealização | Mariza Vargas

Direção e Adaptação| Miriam Virna

Elenco | Kael Studart, Kamala Ramers, Mário Luz, Mariza Vargas e Roberto Dagô. Participação especial de Felipe Makárius.

Direção musical e trilha original | Mateus Ferrari

Designer de som | Marcelo Dal Col

Iluminação | James Fensterseifer

Cenário e figurino | Roustang Carrilho com a colaboração de Ângela Suffiati e Carla Melo (adereços)

Bordados: Ângela Dumont (Grupo Matizes Dumont).

Visagismo| Felipe Makárius

Fotografia | Andrés Ibarra

Produção | Aline Cardoso

 

REALIZAÇÃO: BURBURINHO ARTE E EDUCAÇÃO

 

 

 

 

Contato

Aline Cardoso

cardosoali@gmail.com

+ 55 61 4103-2273 | 8603-4433

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/4945
<![CDATA[Re: Pública]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/4944

Como a arte percebe e concebe os fatos históricos? Como a arte atual propõe outras maneiras de se escrever a história? No ano em que se comemoram os 60 anos da morte de Getúlio Vargas, às vésperas das eleições, e há pouco mais de um ano das manifestações de junho de 2013, que atraíram o olhar internacional para os contextos político e econômico brasileiros, a exposição 'RE: pública' reúne obras de quatorze artistas, brasileiros e estrangeiros e interroga conceitos de nação, república, democracia, assim como a própria escrita e transmissão da História. Desse modo, os temas propostos por 'RE: pública' também evocam o funcionamento e os protagonistas dos modelos de república, a noção de pertencimento a uma nação, as relações pós-coloniais, o multiculturalismo, as lendas e narrativas inaugurais da cultura, as escritas da história do país, entre outros.

A exposição é proposta por Estelle Nabeyrat, a partir do convite lançado por Fabiana de Moraes, curadora e coordenadora de Sens’artLab, e Isabel Sanson Portella, curadora e coordenadora da Galeria do Lago/Museu da República.

A concepção e realização do projeto desta residência curatorial surgiu do desejo das curadoras brasileiras, que apostaram na importância e na pertinência de se apresentarem, ao público carioca, leituras de profissionais estrangeiros sobre conceitos e princípios constitutivos da sociedade e da cultura brasileiras. A dinâmica colaborativa é a base desse evento, que promove o intercâmbio entre agentes culturais e jovens artistas de nacionalidades diversas, além de criar um espaço de discussão sobre as relações entre o campo das artes visuais e áreas tais que a antropologia, a sociologia e a história.

A temática abordada por Estelle Nabeyrat dialoga com a linha curatorial desenvolvida por Isabel Sanson Portella, e é a mesma que orienta as exposições realizadas na Galeria do Lago – sempre em relação com o acervo do Palácio do Catete, que foi residência de tantos presidentes da República do Brasil.

Por Fabiana de Moraes e Isabel Sanson Portella

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/4944
<![CDATA[Novas Cenas - TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/4943

A montagem de “Toda Nudez Será castigada” de Nelson Rodrigues, realizada pela Confraria de Teatro Nau dos Loucos, e contemplada no edital Novas Cenas – Nelson Rodrigues 2012 pretende dar prosseguimento às investigações cênicas estudadas pelo grupo, que através de uma linguagem contemporânea mantêm o foco do seu trabalho na dramaticidade teatral. Com este espetáculo pretendemos aprofundar a nossa linha de atuação na busca da teatralidade do jogo do palco entre os atores, usando desta vez a obra de um dos nossos maiores dramaturgos.

Nossa proposta precede de uma maneira de pensar o teatro: por o ator em ebulição no espaço cênico, não como principal elemento da encenação, mas como tradutor de características da manifestação teatral.

A obra de Nelson Rodrigues nos surpreendeu por desenvolver o drama de seus textos nos aspectos psicológicos que movem os seus personagens. Na maioria de suas peças, a realidade tem apenas a função de situar a ação, que se concentra de fato sobre o universo interior das personagens.

Em “Toda Nudez Será Castigada”, o autor faz uma crítica mordaz à família de classe média brasileira. Ele expõe nesta peça as degradações e taras de uma sociedade hipócrita.

Neste texto a família é apenas uma referência esgarçada, e seus valores morais são meros adereços superficiais. O que Nelson sugere é uma alegoria da tragédia das sociedades burguesas. O efeito corrosivo da peça mostra-se ainda mais virulento quando é apresentado o comportamento conservador e moralista dos personagens.

Toda Nudez Será Castigada narra a história de amor do rico viúvo Herculano e da prostituta Geni, que se apaixona pelo filho deste, Serginho. Partindo do presente, toda a ação se resume a um grande flashback da narrativa de Geni. A partir disso, a história do complicado e obsessivo casal vai se “desnudando” aos poucos para o público.

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/4943
<![CDATA[MOSTRA - OS CINEMAS DOS PAÍSES LUSÓFONOS]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/4048

O CINEMA DOS PAÍSES LUSÓFONOS NAS TELAS DA CAIXA CULTURAL RIO

 

Mostra exibe 50 filmes e promove debates como parte da programação do Ano Brasil-Portugal

 

As produções cinematográficas de países de Língua Portuguesa ganham as telas da CAIXA Cultural Rio de Janeiro, de 17 a 22 de setembro de 2013, com a sétima edição da mostra “Os Cinemas dos Países Lusófonos”. Durante cinco dias, serão exibidos 50 filmes entre curtas, médias e longas-metragens, realizados entre 2005 e 2013, com destaque para os documentários que melhor retratam os aspectos sociolinguísticos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

 

Como parte da programação do Ano Brasil-Portugal, o evento tem como objetivo principal a democratização e o acesso a filmes de língua portuguesa, que vão além das produções brasileiras, bem como gerar debate e o conhecimento sobre o universo dos cinemas lusófonos, com a participação de pesquisadores e de profissionais africanos, portugueses e brasileiros, além de possibilitar a exibição dos filmes no circuito internacional.

 

A curadoria é assinada por Jorge Luiz Cruz (UERJ- Brasil), Leandro Mendonça (UFF- Brasil) e Paulo Cunha (Universidade de Coimbra - Portugal), nomes experientes do cinema universitário lusófono. “Queremos exibir um panorama de filmes coerentes com a proposta de se pensar o cinema por meio da ótica das especificidades da língua, da cultura, da economia e política”, declara o curador Jorge Luiz Cruz.

 

Entre a exibição de alguns dos mais significativos filmes contemporâneos realizados nestes países, um destaque  é a produção cinematográfica africana realizada em São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Para os organizadores a oportunidade é única, pois, apesar de ter aumentado bastante a produção africana no pós-guerra, sua exibição no circuito internacional é praticamente nula.

 

Na abertura da mostra, no dia 17, será realizada uma conferência com o especialista Antônio Pedro Pita, às 14h, no Cinema 1 da CAIXA Cultural RJ, e participação dos cineastas Sol de Carvalho (Moçambique), Kiluanje Liberdade (Angola) e José Filipe Costa (Portugal). A programação tem ainda a realização de debate, palestras, simpósio e um curso de extensão com a participação de representantes dos países envolvidos. O projeto tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/4048
<![CDATA[CIRCUITOS DA DESDOBRA]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/4942

 Circuitos da desdobra propõe um balanço e uma discussão sobre a atualidade dos espaços autônomos, no Brasil. A ideia nasce da curiosidade permanente acerca das condições que determinam a produção no campo das artes e da cultura e, mais especificamente, das artes visuais brasileiras contemporâneas.  As funções, o discurso e os anseios de seus agentes; as modalidades expositivas; a produção textual e crítica; os inúmeros pontos que compõem seus circuitos; as políticas públicas elaboradas para os diversos segmentos; as instituições; o mercado; as estratégias de gestão; os canais para a transmissão das linguagens e do conhecimento em artes, além da formação de novos públicos,  estruturam essa reflexão.

O vigor que marca o cenário artístico/cultural brasileiro, a partir dos anos 2000, não exclui situações de desconforto, no que se refere às condições para o desenvolvimento de ações – ainda faltam políticas que considerem os “longos prazos”, menos burocráticas, que se apliquem com continuidade, permitindo a concretização, mas também a avaliação dos desdobramentos, um feedback das ideias e ações. É evidente a carência de políticas públicas que proporcionem, de maneira mais ampla, o fomento das práticas artísticas e que sejam capazes de enxergar tais práticas como modalidades de  pesquisa – para além da produção de bens culturais –, e que se realiza fora do ambiente acadêmico.

Importante parcela dos espaços autônomos brasileiros sobrevive graças a subvenções provenientes do Estado, obtidas por meio da política de editais. Outras estratégias são encontradas para reforçar a captação de recursos: financiamento do setor privado, leilões, bazares, cursos, aluguel de espaço de ateliê, festas, além do investimento individual dos próprios gestores. Esse diagnóstico de desconforto é o ponto de partida do debate aqui proposto. O incômodo compartilhado por todos funcionará como vetor/motor para a discussão, que assumirá um formato circular e dinâmico, fugindo da estrutura convencional dos seminários e conferências.

Os espaços preenchem uma lacuna existentes no sistema das artes, entre a sociedade e as galerias comerciais e instituições culturais. São ateliês que cumprem com as funções de local expositivo, de formação, de produção de publicações, de residências. Quanto à longevidade, muitos  interrompem suas atividades após alguns anos de funcionamento e, na maioria dos casos, por falta de verba. Um conjunto de fatores políticos, sociais e culturais justificam o surgimento dessas estruturas, nos anos 60 e 70, em cidades como Chicago, Los Angeles, Nova Iorque, Londres, Glasgow, numa perspectiva de exibir e criar lugares para experimentalismos, onde projetos surgem de um hibridismo dentre práticas artísticas e curatoriais, efêmeros, sem características comerciais, politicamente engajados.

A discussão sobre os espaços autônomos, que internacionalmente são conhecidos como 'artist run spaces', toma corpo nesta segunda década do século XXI.  Na França, onde vivo atualmente, uma faculdade de Artes e de Design, em Reims, criou um centro de pesquisa sobre o assunto e me convidou, em 2013, para apresentar a situação brasileira. Minha pesquisa sobre os espaços autônomos brasileiros surge, curiosamente, na França, tendo como paralelo imediato os espaços autônomos brasileiros. É interessante constatar que as dificuldades de sobrevivência das estruturas são basicamente as mesmas, enquanto os modelos e estratégias de gestão diferem daqueles encontrados pelas iniciativas autônomas no Brasil. Isso se deve a um fator fundamental: os espaços autônomos ainda dependem, em grande parte, das políticas públicas para se manterem e desenvolverem seus projetos.

Circuitos da desdobra retoma as discussões iniciadas pela Casa da Ribeira de Natal que, no período de 29 de novembro a 01 de dezembro de 2010, com patrocínio da Funarte, promoveu o Encontro de Espaços Culturais Independentes, momento em que se constituiu a Rede de Espaços Independentes (Rede E.E.I.) e foi redigida a Carta de Natal, documento que serve de base para este encontro de abril de 2014, no Rio de Janeiro.

 

O encontro de Natal, em 2010, foi um momento fundamental para o segmento, que buscou agregar e reforçar o aspecto colaborativo das estruturas. Esse marco, de cunho politico forte, foi seguido por duas iniciativas que visaram a estabelecer a reflexão sobre o papel dos espaços autônomos no Brasil.

No final de 2012, o Ateliê 397 organizou, na Funarte de São Paulo, a exposição Espaços Independentes – a alma é o segredo do negócio, em que foram apresentadas “as diversas facetas e campos de atuação dos espaços independentes voltados à arte contemporânea, mostrando suas atividades e resultados de forma acumulativa durante o período de exposição”. Na ocasião, foi criado um recorte de espaços que apresentavam programações significativas para a experimentação na arte contemporânea brasileira. O projeto aconteceu na Funarte de São Paulo e reuniu os seguintes espaços: Ateliê397 (São Paulo – SP), Ateliê Aberto (Campinas – SP), Atelier Subterrânea (Porto Alegre – SP), Casa Contemporânea (São Paulo – SP), Casa Tomada (São Paulo – SP) e Casa da Xiclet (São Paulo – SP), todos dedicados às artes visuais.

Em 2013, a curadora e pesquisadora Kamilla Nunes, traçou um minucioso mapeamento dos espaços autônomos presentes no território nacional, por meio de uma bolsa da Funarte. No mesmo ano, os resultados de sua pesquisa são publicados em uma plataforma online – Artéria (http://www.arteria.art.br), em colaboração com Bruno Vilela – e em uma publicação, “Espaços auntônomos de arte contemporânea”. O trabalho de Kamilla Nunes também afirmava a urgência de uma continuidade dos trabalhos de  reflexão sobre essas estruturas.

É assim que, em 2014, Circuitos da desdobra se insere na linhagem dos projetos acima citados, e convida representantes de 21 iniciativas autônomas do pais para intervirem, durante os dias 15 e 16 de abril, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro. Aqui são discutidos realidades e rumos dessas estruturas que se afirmam, hoje, como peças chave do sistema da arte, dos processos colaborativos, da produção cultural, da formação artística e da mediação entre a arte e público. Além disso, o projeto burca promover o compartilhamento de modelos de gestão, estratégias expositivas e de produção, de comunicação, assim como pedagogias, assumindo o caráter de fórum, aberto ao público.

 

Espaços que participam do encontro de 2014:

Atelier do Porto, Belém, PA

Ateliê 397, São Paulo, SP

Ateliê Aberto, Campinas, SP

Ateliê Coletivo 2E1, São Paulo, SP

Ateliê da Imagem, Rio de Janeiro, RJ

Ateliê Subterrânea, Porto Alegre, RS

Barracão Maravilha, Rio de Janeiro, RJ

Bê Cúbico, Recife, PE

Casa Tomada, São Paulo, SP

Dança no andar de Cima, Fortaleza, CE

Espaço Cultural Casa da Ribeira, Natal, RN

Espaço Laje, Brasília, DF

Espaço Fonte, Recife, PE

EXA, Belo Horizonte, MG

JA.CA., Belo Horizonte, MG

Lastro, Rio de Janeiro, RJ

Lesbian Bar

Mau Mau, Recife, PE

Phosphorus, São Paulo, SP

Sala Dobradiça, Santa Maria, RS

Sala Recife, Recife, PE

 

 

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/4942
<![CDATA[Cursos técnicos gratuitos, de excelência internacional, serão oferecidos no Theatro Municipal do Rio.]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/1228

Nos meses de agosto e setembro, o Theatro Municipal recebe profissionais da Academia de Teatro Alla Escala, de millão, que irão ministrar cursos técnicos gratuitos. Os interessados podem escolher entre   pintura artística em telões, música para direção de cena, Maya Software (3D), maquiagem e efeitos especiais, operador de luz e produção.

 

Os locais de aula variam de acordo com o curso, e outros espaços além das salas do Theatro Municipal serão utilizados. As aulas de Pintura Artística em Telões, com o cenógrafo italiano Roberto Lucidi, será ministrado na Central Técnica de Produção do Theatro Municipal, em Inhaúma. Haverá também aulas de animação e efeitos especiais com 3D Maya – Software, na Escola Spectaculul. E o iluminador italiano Andrea Burgaretta dará o curso de Operador de Luz, na Casa de Cultura Laura Alvim.

 

Haverá sistema de transporte por van, a partir do TMRJ. As inscrições devem ser feitas através do email educativo@theatromunicipal.rj.gov.br, o candidato preencherá uma ficha e terá que enviar o currículo para se analisado. Algumas aulas se iniciam no próximo dia 22.

 


Esse conteúdo foi originalmente publicado pelo site Catraca Livre

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/1228
<![CDATA['Encontros Vocais' volta em julho na Sala Baden.]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/1227

A série 'Encontros Vocais' surgiu com a intenção de movimentar a cena vocal/coral carioca e apresentar uma oportunidade aos cantores, regentes, corais e grupos vocais de mostrarem o seu trabalho para o grande público, tornando a Sala Baden Powell um reduto para a música vocal.

A Série acontece sempre no último final de semana de cada mês e tem a concepção e curadoria do maestro Jonas Hammar (regente do Grupo de Coro Cênico EmBandoCanto).

Os ingressos terão o preço promocional de R$5,00, com o objetivo de democratizar o acesso a cultura.

Confira a programação no e-flyer do evento.

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/1227
<![CDATA[Edital de Intercâmbio Cultural do Minc]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/1064

Está aberto até o dia 20 de dezembro o prazo de inscrições para os candidatos que desejam participar do Edital de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura (MinC), para viagens no mês de fevereiro de 2014.
O edital apoia, com ajuda de custos, viagens nacionais ou internacionais de artistas, pesquisadores, técnicos e agentes culturais, Mestres e Mestras da Cultura Popular para participar de eventos culturais promovidos por instituições brasileiras ou estrangeiras.
O apoio do MinC visa a difusão da cultura nacional e a capacitação de artistas e agentes culturais brasileiros. A partir desta edição, as exigências contratuais para participar do intercâmbio estão mais acessíveis, após a reformulação do edital. Os candidatos podem inscrever suas propostas em dois eixos: Difusão Cultural ou Formulação, Pesquisa e Capacitação.
Podem participar pessoas físicas ou grupos culturais não constituídos juridicamente. O valor total do apoio financeiro para as viagens nos meses de janeiro, fevereiro e março é de R$ 1,650 milhão, dividido em parcelas de R$ 550 mil para cada mês.

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/1064
<![CDATA[Projeto Pirandello Contemporâneo apresenta: FANTASMAS, uma peça game]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/1047  

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/1047
<![CDATA[S4T ENTREVISTA TATÁ AEROPLANO]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/1006

Músico, compositor, dj e agitador cultural, Tatá Aeroplano trouxe sua poesia urbana desvairada para fechar nosso primeiro eixo do S4T. Vocalista das bandas Cérebro Eletrônico, Jumbo Elektro e Zeroum, Tatá apresentou o seu primeiro álbum solo repleto de versos intensos inspirados pela boemia da noite paulista.

 Confira a entrevista que ele nos concedeu:

 

  • Você traz na sua bagagem experiências com a “Cérebro Eletrônico”, Jumbo Elektro, além de fazer parte da construção da cena musical independente de São Paulo. Enfim, a sua música parece nascer de muitos encontros, de projetos coletivos, o que te motivou a finalmente assinar um trabalho solo?

 

Eu comecei a compor cada vez mais canções confessionais que tinham muito a ver com meu rolê, minha vida e tal. Eu considero que amadureci como compositor e na verdade foi uma coisa que me abriu uma série de novos encontros e amizades. Meu primeiro trabalho foi produzido pelo Dustan Gallas e Junior Boca e foi gravado pelo Bruno Buarque no estúdio Minduca. Foi um encontro incrível e que me trouxe imensas alegrias. Esse ano mesmo, 2013, trabalhei bastante junto com o Junior Boca, nós assinamos a trilha Sonora do longa “De Menor” da Caru Alves e produzimos juntos o disco do músico e compositor Juliano Gauche. Agora no fim do ano vamos gravar meu segundo disco no estúdio Minduca. A motivação mesmo de fazer esse disco era de me encontrar nas canções que eu vinha compondo, o que aconteceu de uma maneira transcendental e me possibilitou pirar com o disco novo do Cérebro Eletrônico.

 

 

  • Você chegou a participar e a frequentar a cena nos anos 90. O que você acha que mais mudou no perfil do público que busca músicas novas? Na sua opinião, esse nova geração de artistas que faz uma música sem muitos rótulos, que se emancipa após a crise da indústria fonográfica, acaba encontrando novas dificuldades, como por exemplo, uma comunicação mais direta com a juventude no geral?

 

Essa é uma ótima pergunta. Eu vivi bastante a cena nos anos 90. Cheguei em sampa em 93 e acabei vendo alguns shows no Aeroanta. Vi Raimundos, Muzzarelas, Mikey Junkies. Tudo isso numa época em que o Nick Cave morava na cidade e foi quando eu conheci a obra dele. Eu tinha uma amiga muito querida na faculdade que me colocava a par do que rolava na cidade e na música do mundo. Ela me trouxe Leornard Cohen, o próprio Nick Cave, o Nick Drake, Mutantes foi tudo ela que me apresentou. Ai eu comecei a viver a cidade, rolou o Chico Scienci, Mundo Livre. O Manguebeat e a música de Recife é o grande lance dos anos noventa. Ainda existia a indústria fonográfica. Rolou o selo Banguela que lançou Raimundos, Little Quail, etc .. e no fim dos noventa a Trama que também lançou coisa boa pra cacete. Otto, Jupiter Apple … aliás Jupiter Maçã que lançou o fantástico disco a sétima efervescência e que fez a cabeça de muita gente que começou nos anos 2000.

 

Do fim dos noventa para 2013 muita coisa mudou. A indústria fonográfica deixou de reinar e o mercado da música mudou radicalmente. Mas para quem faz música e não faz concessões, a coisa hoje começa a funcionar muito bem. Eu sempre fiquei esperto com o lance do mercado independente, nunca amarrei minha corda totalmente com ninguém, seja com selo, com distribuidora, o que quer que seja. Aprendi muito com os lançamentos que fiz em parceria com o selo Phonobase do Juliano Polimeno, ele foi um dos caras mais visionários e me fez abrir os olhos pruma série de coisas quando lançamos o “Pareço Moderno” em 2008!

 

Já em 2011 eu percebi que o caminho seria lançar discos sem selos, porque financeiramente prum selo se manter é cruel, já pra banda não é tanto. Na real se a banda lança disco, faz shows e tals … uma parte da grana volta pro selo mas é muito pouco, e o selo, pequena gravadora não tem muito do que tirar dinheiro, acaba que muitos pontos ficam soltos nessa relação banda e selo. Foi ai que saquei que a banda como banda era autosuficinente e que nenhum integrante vai viver da banda, cada tem que correr atrás do seu pra deixar o lance do grupo da banda sempre leve.

 

Quando lancei meu disco solo fiz um site e passei a me comunicar com meu público diretamente. Ou seja, quem baixa o disco, preenche um cadastro com nome, cidade e se quer receber notícias … quem compra o disco, cai no meu gmail que acesso diretamente do meu telefone. Vendo o disco, depositam na minha conta e eu despacho pelo correiro. A partir dessa experiência de vender os discos no site e ter o mailing dos downloads. Percebi que grande parte do meu público são jovens do país inteiro. O mesmo perfil de jovem que eu fui no interior de Bragança quando vivia grudado no radio tentando gravar uma música que eu tinha me amarrado e descobrindo coisa nova … frequentando a loja de disco pra ver se alguém indicava algo.

 

Enfim com essa organização: site, distribuição e contato direto com o público me fez entender que hoje rola sim de você estabelecer uma comunicação direta com o público, e o melhor, que esse público vem aumentando a cada ano e é um lance totalmente real, boca a boca, sem  mecanismos fakes armados por gente dos busnisses music. Isso é fantástico, toda a banda tem que ter um site, um local onde o cara que curta a música possa falar contigo. Não estou incluindo o Facebook ai, porque o face é negócio … banda que só tiver feice .. uma hora dança. .. mas está rolando  e tá ficando legal mesmo.

 

 

  • A cena de Sp abre muito espaço para novos artistas independentes?

 

São Paulo é uma cidade aberta e feita principalmente por quem chega de fora. Eu vim do interior de São Paulo. No Cérebro três integrantes vieram do interior. Dustan e Boca são do Ceará. Muitas bandas de outras cidades estão em Sampa agora. Creio que de uns anos pra cá. A música tem encontrado espaços incríveis que abrem espaço para novos artistas independentes. Casa do Mancha. Puxadinho da Praça. Serralheria. Mundo Pensante. Baixo... São casas que estão nessa onda atualmente, onde tocamos e novos artistas podem tocar também. Nesse ponto, vivemos uma época muito interessante porque não tem mais aquela coisa de uma casa grande onde todo mundo quer tocar. Agora são várias casas menores onde se consegue fazer shows e tal, mas que, por exemplo, bilheteria acaba sendo pequena. Então financeiramente é importante sempre equilibrar os shows nas casas noturnas da cidade com SESC e alternativas.

 

 

 

  • Nesse seu álbum homônimo, as músicas nasceram das poesias ou as poesias vieram depois? Como acontece essa química entre a letra e a música no seu processo de criação?

 

Eu componho música e letra ao mesmo tempo. Desde que comecei a tocar violao eu faço isso. É muito espontâneo. Eu componho inspirado nas coisas que vivo, que vejo amigos passarem, o cinema me inspira muito. Por exemplo, compus Cão Sem Dono logo depois que assisti o filme “Cão Sem Dono” do Beto Brant. Fiz “Cão Sem Dono” num dia e dois depois “Sartriana”… Foram músicas emocionantes de compor. Sartriana ainda teve o Leo Cavalcanti como parceiro… Ele apareceu em casa quando estava compondo a música. Foi muita loucura. As músicas nascem quando você está aberto pra receber o universo. É assim que tem funcionado comigo.

 

  • Quais são as influências da sua poesia?

 

Eu leio muito. O tempo inteiro. Vou muito ao cinema e vivo muito a noite discotecando e fazendo show. Essas vivencias misturadas acabam influenciando minha poesia e também os caras que eu mais admiro e que escrevem muito bem: Sérgio Sampaio, Caetano, Jupiter Maçã, Cohen .. Apesar de não sacar inglês, eu consigo entender o que o Leonard Cohen está dizendo e ele é simplesmente um mago, assim como Dylan. Enfim, é muito amor. Palavras, palavras e palavras. Gosto muito das composições do Cidadão Instigado, do Supercordas, Porcas Borboletas, Juliano Gauche, Vanguart, Gustavo Galo, Peri Pane, Luiz Gayotto Gero Camilo. O Junior Boca acabou de lançar um disco lindo com a banda Submarinos. A poesia de toda essa galera me inspira também.

 

  • Você vê glamour na fossa e na decadência da vida boêmia urbana?

 

Não sei se a palavra certa é glamour. Eu me encontro e me realizo na vida boêmia. Já vivi tantas coisas incríveis e continuo vivendo. Eu sou um cara simples. Já passei por períodos aqui na cidade que a grana que eu tinha era tão pouca. Eu tinha largado um trabalho que eu tinha numa Universidade. Vivia a base de café power e pão italiano, fazia meu próprio rango que continuo fazendo porque não gasto dinheiro com quem quer extorquir as pessoas. Restaurantes, padocas e tals.. Tem uns dois restaurantes que eu frequento na cidade. Sujinho é um deles. Mas mesmo assim foi um dos períodos mais sensacionais da minha vida porque eu estava plantando tudo o que está rolando hoje. Estava pela música.

 

Ai na época da dureza total eu lia o Charles Bukowski, o John Fante. Os caras narrando nos livros os perrengues que eu estava vivendo. Mas ai eles vendiam um artigo, uma crônica pruma revista e tals, vinha uma grana e  eles podiam tomar um vinho legal, ir num restaurante legal. Eu sei que dai eu comecei a discotecar, isso antes das bandas começarem a rolar mesmo… Eu fui ganhando meus caches … foi rolando .. de vez em quando eu pegava um cache e ia prum restaurante e gastava uma parte dele. As coisas funcionam assim.

 

Eu acho que pra viver da noite a gente tem que ter sempre em mente muito amor, muita consciência, porque vai ter noite que vai ser insana e você deixa praticamente de ser você, não é sempre que acontece, mas às vezes acontece!  Na maioria das vezes a noite é mágica pra mim. Existem noites que são memoráveis e transcendentais.Pra citar uma que rolou no ano passado depois do show de lançamento do disco do Supercordas no Sesc Belenzinho, rolou uma noite mágica no Mancha, tive um papo incrível com o Leonel Mancha e com o Samurai. São esses momentos que ficam mesmo e talvez a palavra seja vibe mesmo. A vida boêmia contempla tudo, a decadência, a vibe a loucura.

 

  • Qual foi a inspiração para compor a música "Par de tapas que doeu em mim"?

 

Par de Tapas foi um daqueles dias que você deixa de ser você … a inspiração foi a perda de controle total entre duas pessoas perdidas na noite de São Paulo , na Rua Augusta. Até agora não sei como, mas eu compus a música de uma só vez. Peguei o violao e percebi que ia compor uma música, liguei meu gravador e quando me dei conta tinha passado mais de dez minutos. Meu amigo que divide o apê comigo chegou bem na hora que eu terminei a música e pediu pra escutar a gravação …quando escutei vi que tinha feito uma música inspirado numa situação com detalhes sutis e tudo mais … foi louco. Foi conexão com o passado. 

 

 

  • Quais os lugares mais encantadores de São Paulo?

 

Eu sou apaixonado pela cidade e por muitos lugares. O que mais me encanta em São Paulo são as ruas, os pássaros, as entidades urbanas e os cinemas. Adoro andar a pé. Há mais de quinze anos faço trajetos a pé pela city. Isso me encanta muito. Como sempre andei muito pela cidade. Sei de lugares que você pode parar para dar um relax que não são muito frequentados. Ai você descansa um pouco ou dá um tempo para o próximo compromisso. E claro um dos lugares que eu mais frequento na cidade são as salas de cinema. Passo boa parte do meu tempo livre nelas! Os pássaros estão dando um show na cidade. Os sanhaços azuis e uma espécie de sanhaço que não é azul, mas é muito parecido, eles apareceram muito por aqui de uns anos pra cá, onde moro tem duas árvores gigantes na frente e posso dizer que os pássaros tem dados verdadeiros shows diariamente … Espero que com o passar do tempo a cidade volte a ser uma imensa floresta bem no lugar dos novos empreendimentos imobiliários que vem assolando bairros inteiros. Isso é uma coisa inacreditável que acontece em sampa e não me encanta. Quanto as entidades urbanas, como ando muito a pé, conheço figuras sensacionais que vivem na cidade, pessoas que parecem que vieram de outros tempos e dimensões, elas me encantam muito.

 

 

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/1006
<![CDATA[S4T ENTREVISTA LUCAS SANTTANA]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/1004

Após lançar o disco “Sem Nostalgia, eleito pela Jornal Francês Libération como melhor álbum estrangeiro de 2011, Lucas Santtana esteve no palco do Som em 4 tempos apresentando seu novo trabalho “O Deus que Devasta Também Cura”.  O músico, que como instrumentista já colaborou com grandes nomes da música brasileira como Caetano, Marisa Monte e Nação Zumbi, traz nesse novo álbum ilustres parceiras como Kassin, Céu, Rica e Gui Amabis e Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz. Nossa equipe não perdeu tempo e trocou uma boa ideia com cara:

 

  • 13 anos de carreira e você parece estar em plena ascensão. A sua relação com a música é pautada por trabalho ou diversão?

 

É sempre as duas coisas, né?  Lógico que tem a coisa do trabalho, de você querer fazer bem feito, é uma competição enorme e um monte de gente fazendo música. Enfim, tem todo um lado técnico, de ficar super atento no oficio, de tentar não se repetir e fazer música legal e tal. Agora, esse trabalho sempre foi feito com muita diversão, gosto muito do que faço e dou graças a deus por ser músico.

 

  • "Deus devasta mas também cura" é seu 5º disco e uma coisa que chama bastante atenção, além das texturas sonoras, são as letras com cara de crônica que atribuem um valor poético muito grande para seu trabalho. Como é seu processo de composição enquanto letrista? 

 

Então, às vezes vem a música e a letra de uma vez. Uma ideia da letra, do refrão, como se algo dissesse: “é pra falar disso”, sabe? Outras vezes eu quero falar muito sobre uma determinada coisa, e aí, de repente, vem a melodia. Muitas vezes vem a música inteira e eu fico esperando a inspiração. Não tem uma formula certa, não. São várias as maneiras.

 

  • Nesse sentido, esse seu estilo de vida cidadão de mundo, de baiano que mora no Rio, enfim, essa comunicação com o mundano é determinante para sua obra?  Quais as cidades mais fascinantes em nível de cena musical?

 

Olha, desde adolescente eu sempre tive essa vontade de sair de Salvador. Eu tinha muita vontade de conhecer o mundo, sempre foi uma coisa muito forte em mim e que eu não tinha certeza se ia rolar, mas eu tinha uma intuição de que ia. Talvez porque eu quisesse muito, não sei. Agora, sobre as cidades: eu acho que São Paulo tem uma cena incrível...Todas as bandas do Brasil vieram pra cá, então é uma cena forte. Belém também tem uma cena bem boa, Chicago tem revelado boas bandas. Londres é uma terra bem fértil, e a África no geral também, é claro.

 

  • Em relação à produção agora, podemos dizer que esse disco está mais orquestrado que o "Sem nostalgia”. Quanto mais mãos e mais timbres, mais fragmentado é o processo de criação da música?

 

É. hoje em dia é bem fragmentado. Antigamente, você gravava um disco inteiro tocando ao vivo. Hoje, você grava, regrava, ouve e escolhe um pedaço que é bom. É como se a música tivesse se aproximando cada vez mais do cinema. Você filma, filma e depois vai montando a música na hora da edição, o que faz o trabalho de pós produção ser tão grande quanto o de gravação... e o fato de muitos participarem nos leva para vários lugares No caso de uma banda, de um artista solo como eu, você convida as pessoas sabendo o que elas fazem bem. Escolhe a pessoa que vai catalisar para que fique melhor ainda, pois você sabe também que a música é a cara dela.

 

  • O músico independente hoje parece dividir espaço no mp3 com todo o acervo musical da história da humanidade. Nem todo mundo tem esse tempo para estar sempre pesquisando e consumindo o que há de novo. Embora a internet abra esse canal de procura, o que falta ainda para o artista independente popular se tornar mais acessível?

 

Então, na verdade no Brasil uma coisa que é muito forte é a rádio. E é uma coisa que minha geração não teve, porque a radio era bem comercial, sempre com um jabá muito caro, que hoje em dia já é espaço publicitário...Tem nota fiscal e tudo, de modo que talvez isso mude daqui algum tempo. A internet também ajuda muito. Por exemplo, as pessoas vão no show e cantam minha música porque ouviram na internet. Agora, o poder da rádio é bem maior, e talvez falte um veículo com esse poder de comunicação para que essa geração possa falar com mais gente ainda.

 

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/1004
<![CDATA[S4T ENTREVISTA OGI]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/998

Representando a nova safra de artistas do rap nacional,  Rodrigo Ogi, assim como Criolo e Rael da Rima, vem se destacando na cena independente pela melodia de seus versos,  sem deixar de lado a densidade narrativa da sua poesia urbana. O músico, que lançou em 2011 o acladmado álbum " Crônicas de uma  Cidade Cinza",  exerceu seu papel de MC ao animar a galera na Sala Guiomar Novaes. Logo após seu show, aproveitamos para trocar uma  idéia com o rapper:

 

 

  •    Então Ogi, se a gente não está enganado, você está no rap desde 94 e além de Mc, você também é pichador. Conta para gente sobre esse percurso, como começou sua carreira e tudo mais?

 

É..eu não tenho certeza, mas se não me falha a memória o primeiro rap que ouvi foi do Thaíde em 89. Foi o irmão do meu ex DJ, Big Edy, que já curtia rap e apresentou pra gente. Eu achei bacana mas não entendia, não sabia definir se era funk, se era rock, naquela época as pessoas não sabiam direito dar nome para aquilo que estava sendo feito, de modo que só fui entender que aquilo era rap quando ouvi o Holocausto Urbano dos Racionais. Lembro que a gente jogava bola ali no campino do Jardim Celeste na Zona Sul, e uns caras lá levavam a fitinha e deixavam rolando no radinho, ai eu comecei a arriscar a fazer umas letras brincando, e em 93 eu arrisquei um grupo com esse cara que é DJ e amigo meu, o Big Edy. Participamos de alguns festivais e o rap naquela época não era muito bem aceito. Era estranho: você podia ser branco e favelado, mas não importa, você não era muito bem aceito.

  •  E qual era sua postura em relação a tudo isso?

 

Eu achava que isso era errado. Sempre achei que o rap era uma música pra ser livre e tão popular quanto sertanejo na época, mas aí eu garoto acabei me desiludindo até mesmo porque eu tendia muito para o rock, Aí eu acabei dando um tempo no rap quando comecei a fazer pichação. Comecei a pichar em 95, tanto que meu piche é um negócio que tem ater a ver com   hip hop. Só depois lá para o ano 2000, quando eu vi o Espião rimando eque eu voltei a me empolgar a escrever letra. Rolou aquela identificação, eu fui voltando e em 2002 formei o Contrafluxo com o Mascote, o Dejavu Dj Wiliam e Munhoz, Fui construindo minha carreira, trabalhando e acreditando no rap e tamos aí até hoje. Aliás, uma curiosidade, aqui foi o meu primeiro show cara!

 

  • Como foi, como era esse espaço naquela época?

 

Lembro que o show foi bom pra caramba, tava cheio pra caramba mas não lembro mais se existiam essas cadeiras. O que eu posso dizer é que a cena do rap mudou muito de 2002 pra cá. Hoje em dia a cena tem muito mais gente do que a 8 anos atrás. É algo muito mais aceito e bem visto. Tem uma molecada nova até mesmo de classe média alta fazendo, e, sinceramente, acho isso importante à vera. Rap é música, cada um tfaz seu estilo. Fazer rap é que nem fazer rock, samba...

  •  E como você pensa essa inserção do rap na boate: a crítica e a voz da rua estão se perdendo?

 

Rap é música como qualquer outra, tem que tocar em qualquer lugar.Vai do ouvinte escolher o que ele quer ouvir e o que não quer. Vou te dizer uma coisa: meu DJ acabou a abandonar o rap. Quem do rap veio dar alguma coisa pra ele agora? Se você não faz o som com o mainstrem, perde várias oportunidades de fazer uma amizade nova, crescer musicalmente, passa o tempo e você não fez nada no final porque ficou só naquele nicho, sacou?

 

  • O rap hoje é mais movimento ou mais mercado?

Tá virando mais mercado, mas ainda tem movimento. Rola muitos saraus, tem a Cooperifa por exemplo. Tem muita gente fazendo coisa na periferia, embora o funk seja o som que tá mais dominando né? Acho que a crítica e a contestação tem que continuar, mas a festa é necessária também, as coisas não.

 

  •   Falando em festa, o seu som chega a ser bem melódico para rap. Quais foram as suas referências para chegar nessa fórmula?

 

 Eu escuto muito som e música brega desde criança, sempre fiz muita parodia, enchia o saco dos outros. Foi uma coisa que eu peguei fácil, afinação. É muito difícil citar minhas referências de rap pois são muitas, mas fora do rap eu ia nessa linha brega de Reginaldo Rossi, bebi muito do samba de raiz também.

 

  •  Aqui em SP, quais lugares você gosta de colar para curtir um som?

 

Cara, eu não tenho saído muito para balada não, mas eu gosto muito ali do bar do Alemão na Avenida Antártica, que só toca sambão de raíz. Gosto também da festa “Chocolate” que é bem bacana, e hoje em dia existem muitos saraus e som de rap em qualquer esquina.

  

  • Para fechar: São Paulo é sempre cinza?

 

Acho Sp linda. Hoje, por exemplo, passei em cima de uma ponte, e dava pra ter a vista inteira de mó paisagem urbana, e é isso que me inspira. Tem gente que acha aqui uma merda, mas eu não conseguiria sair daqui não. 

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/998
<![CDATA[S4T ENTREVISTA PROJETO AXIAL]]> http://www.burburinho.com.br/detalhe/994


Fazendo jus ao eixo “Música, suas Sínteses e seu Novo Som”, o Projeto Axial abusa do experimentalismo ao produzir um som de fácil apreciação, mas de difícil definição. Trip Hop, Eletro Rock e MPB são tags que ajudam mas não catalogam essa obra hiper sensorial assinada pelo cantora Sandra Ximenez e pelo produtor Felipe Julián, que nos concedeu a entrevista:

 


• O Projeto Axial nasce de qual necessidade?

 

Foi o desejo de trabalhar num hibrido de música eletroacústica com música tradicional brasileira. Foi também a necessidade de buscar novos caminhos para a canção. Novos caminhos que mais do que dar mais tempo de fôlego à esse gênero, o expandissem de forma que ele se torna-se mais permeável à outras interações. E, por fim, foi também fruto de nossa paixão pelas artes visuais e nosso desejo de transferir para a música certos aspectos da escultura, instalação, performance, etc.

 

 

• Por que vocês se consideram um Projeto e não uma banda? Isso se dá pelo fato de produzirem música eletrônica ou tem outra explicação?


Entendemos que atuamos como banda quando estamos no palco e como coletivo de produção fora dele. Fazemos muitos trabalhos de trilha sonora, instalações, vídeos, etc. Portanto não nos resumimos a uma banda. Por outro lado, estamos em constante e ininterrupta recriação de nós mesmos. Quem nos viu em 2003 não imagina o que estamos fazendo em 2013. Aliás, quem nos viu o ano passado pode se preparar para uma experiência nova quando nos assistir novamente. Portanto, consideramo-nos em constante recriação de nós mesmos. Somos um projeto e não o produto em si.

 

 

• Geralmente quando pensamos em música eletrônica, vem de imediato a ideia popular de uma música voltada para festa e para a experiência em ambientes agitados. No caso do experimentalismo do Axial, vocês acabam rompendo com esse paradigma, trazendo muitas outras possibilidades, sobretudo uma bagagem de músicas tradicionais de raiz. Como acontece essa síntese de linguagens e sonoridades?


Pensar que música eletrônica é aquela da pista de dança é um equívoco. A música eletrônica existe desde o estudo N2 de Stockhausen ou das primeiras colagens dos concretistas Pierre Shaeffer e Pierre Henry. Portanto a música eletrônica vai muito além da pista. Na verdade sua chegada na pista é o momento em que ela entra no fluxo criativo da música popular. Nós do Axial temos influência de todos esses gêneros da música eletrônica. Não apenas da popular. Não apenas da erudita. O nosso parâmetro é o trabalho em cima do abstracionismo sonoro. Gerar experimentos cognitivos. Vivências sensoriais que aproximem o ouvinte de uma experiência que Manoel de Barros definiu como “Infância da Língua”. E nesse sentido, tanto a música dançante quanto a música contemplativa nos servem de matéria prima, modelo e inspiração.

 

 

Nesse contexto de globalização, de forte hegemonização cultural, ressignificar a música tradicional através do experimentalismo eletrônico acaba sendo uma estratégia de fortalecimento das culturas locais?

 

É pra ser rápido aqui? Rsrs. Bem, certamente é. Mas também é importante entender que essa opção por utilizar algumas canções tradicionais tem relação com uma empatia estética sem explicação alguma. Gostamos e ponto. Mas não deixo de me sentir responsável pela ressignificação que o uso desse material passa a ter nos dias de hoje. Então... sim, esse uso acaba lembrando às pessoas que existe uma fonte de onde essa matéria prima surgiu. E essa matéria prima tende a se esgotar se não proteger-nos essas fontes. Por isso acreditamos numa postura preservacionista. Nunca conservacionista!

 

 

Qual é o grande trunfo da música eletrônica? É justamente essa capacidade de experimentar e trabalhar com diversos timbres manipulando apenas um computador?

 

Na minha opinião é ter devolvido à musica sua essência: o abstracionismo, a intangibilidade. Vivenciar a experiência sonora é um processo que vai de encontro à questões muito primitivas do ser humano. A audição é o primeiro sentido a se desenvolver ainda dentro do útero materno. É o único sentido omnidirecional. É o único sentido que permanece ligado memso quando dormimos. A audiçõa é muito muito muito primitiva e portanto está ligada à nosso ser animal ainda. A canção tradicional (MPB, Rock, Jazz) embutiu pesada bagagem semântica nessa experiência e a distanciou desse primitivismo. A música eletronica e seus vetores nos permite recuperar esse elo

 

 

• Como é a cena de música eletrônica experimental no Brasil?

 

Crescente. Interessante. Cheia de talentos. Com pouca grana.

 

 

Vocês nesses 10 anos de banda sempre buscaram pensar em novas possibilidades de distribuição, no desenvolvimento de aplicativos, visando fortalecer a ideia de compartilhamento de cultura livre. Observando esse período de reconfiguração da indústria nas novas redes, vocês são otimistas e acreditam que a comunicação tende a democratizar ainda mais?

 

Fomos otimistas durante quase todo esse tempo de história do Axial. Infelizmente tenho que admitir que desde 2010 para cá, o que estamos vendo é o capitalismo cooptar a Internet definitivamente. O modelo Itunes de negócio está vencendo todos os demais porque as pessoas ainda acreditam que o mercado é a única solução. As pessoas ainda acreditam no mercado. Mas equivocam-se ao supor que mercado e indústria convivam em harmonia. O Itunes não é mercado. É indústria. E portanto, assim como Facebook, assim como Google, assim como YouTube, tendem ao monopólio. E, estando sediados nos EUA, logram esse monopólio. Os americanos investem nessas plataformas mesmo que elas não produzam retorno durante muitos anos. Essa é a lógica da indústria. Não do mercado. Lamentavelmente o Brasil, apesar de ser um ninho de gente genial, livre e hacktivista, depende desse vínculo com a indústria para obter lucro. Afinal, o mercado brasileiro de música (só de música?) foi massacrado após os anos 70 pela tal indústria fonográfica. Pra entender o que ocorreu com a música no Brasil e no mundo sugiro assistir o documentário Mondo Vino. Ele conta essa mesma história que agora está ocorrendo com a produção artesanal de vinhos. É a globalização unilateral. Nesse filme assim como no Brasil, veremos a máquina industrial passando como um rolo compressor na produção artesanal e cooptando uma das categorias que eu considero principal responsável pelos problemas que temos hoje: jornalistas. Infelizmente, jornalistas precisam comer e pagar as contas e por conta disso tendem a vincular-se com "cases" bem sucedidos industrialmente pois assim garantem a sustentabilidade de seu negócio a longo prazo. A lógica da relevância é um filtro perverso pela qual os jornalistas se lançam sem medir consequências. Estou certo de que os jornalistas não são conscientes disso. Mas deveriam ser. Pois voltaram a agir, em plenos anos 2010, em plena transição da massmedia para cibercultura como agiam na década de 80 e 90: produzem uma relação simbiótica onde são favorecidos à medida que favorecem. Com isso temos uma distorção séria da realidade da produção cultural brasileira. Erro que, para ser minimamente reparado, custa à Funarte, ao Governo, à Petrobras e aos demais investidores uma pequena fortuna.

]]>
http://www.burburinho.com.br/detalhe/994